Mudanças principais
Variantes detalhadas pendentes.

Variantes detalhadas pendentes.
A Embraer anunciou o programa Phenom em 2005, com o Phenom 100 (VLJ) e o Phenom 300 (light jet) compartilhando design family e pipeline de produção em São José dos Campos. O programa foi a entrada da Embraer no mercado de aviação executiva premium.
Anunciado em 2005 pela Embraer Executive Jets como evolução do Phenom 100. Primeiro voo em abril de 2008. Certificação ANAC em dezembro de 2009 e primeira entrega em dezembro de 2009.
O Phenom 300 fez seu primeiro voo em 29 de abril de 2008. Certificação ANAC obtida em agosto de 2009 e FAA em dezembro de 2009. Primeiras entregas globais aconteceram ainda em dezembro de 2009 — programa entregue dentro do cronograma.
Forte concentração no Brasil — uma das maiores frotas globais.
O Phenom 300 (Embraer Executive Jets, single-pilot light jet, 2009-presente) é um dos light jets mais populares do Brasil — frota estimada significativa, perfil owner-pilot premium e charter single-pilot. Concentração SP, RS, GO, MG (agronegócio premium).
Diferenciais: maior alcance da classe single-pilot light (1.971 nm — cobre confortavelmente SP-Recife, SP-BUE direto), cabine maior que CJ4 (volume +15%), motor Pratt PW535E. Suporte local Embraer SJM via Embraer Executive Care é o principal diferencial competitivo no Brasil — base de peças, MRO Heavy, e treinamento type rating local.
Operadores BR típicos: agronegócio premium, charter premium (Líder, ETT), holdings industriais médias, e UHNW owner-pilots. Mercado pre-owned 2009-2014: US$ 5-7M, 2015-2018: US$ 7-9M. Compete com CJ4 — Phenom vence em cabine + suporte BR, CJ4 em economia (single-pilot, sem APU).

Stand-up cabin de 1,52 m altura e 1,55 m largura é maior que muitos midsize antigos (Hawker 700, Falcon 10) e equivalente a Citation Bravo. Concorrentes light direto (CJ4: 1,45 m; Learjet 75: 1,50 m; Hawker 400XP: 1,45 m) ficam atrás. Layout 6+1 padrão, mas até 8 passageiros possível.
Saiu de fábrica em 2009 com Garmin Prodigy (G1000 modificado), atualizada para Prodigy Touch (G3000) em 2014 — três telas touchscreen 14-inch, GFC 700 autopilot, SVT (Synthetic Vision Technology), TAWS-A, ADS-B Out, FANS-1/A. Certificado para single-pilot operation, reduzindo crew cost de operadores corporativos.
USD 1.850/hora direct operating cost é o menor do segmento light/midsize — vs. USD 2.300 do CJ4, USD 2.800 do Learjet 75. Combinado com cabine maior, virou favorito de fractional operators (NetJets, Flexjet, Avantto) e charter VIP para missões 2-3h.
Light jet mais entregue do mundo desde 2013 segundo relatórios anuais GAMA — frota global ultrapassou 700 unidades em 2022.
O Phenom 300 tem uma das menores pistas balanceadas da categoria light: 3.138 ft. Permite operação em pistas que normalmente excluem light jets — SBJD (Jundiaí), SBSO (Sorocaba), Aspen (KASE), London City (EGLC).
E55PPhenom 300 lidera o ranking de entregas anuais GAMA na categoria light desde 2013 — superando Citation CJ4, Learjet 75 e Hawker 400. Cumulativo de 750+ unidades em 2024 a torna o light jet mais bem-sucedido do século XXI. Posicionamento clean-sheet design (não derivado), com primeiro voo em 2008 e EIS em 2009.
Por cinco anos consecutivos (2013, 2014, 2015, 2016, 2017), o Phenom 300 foi o light jet mais entregue globalmente, segundo dados GAMA. Bateu Citation CJ3, CJ4 e M2 em volume anual em todos esses anos. Marca de aceitação raríssima para um produto novo.
Em 2017-2018, a Embraer transitou para o Phenom 300E (Bossa Nova interior, autothrottle, Wi-Fi factory, Mach 0.80). A produção do Phenom 300 original foi descontinuada em 2018 com 540 unidades entregues.
Em 2017, Embraer lançou Phenom 300E com interior Bossa Nova (design Embraer + Sotheby's), winglets standard, Wi-Fi de fábrica, Mach 0,80 (vs. 0,78 original). Em 2020, Phenom 300MED foi certificado para medevac com lower deck reconfigured — Mayo Clinic, Children's Hospital adotaram em frota.
Diferente do CJ3/CJ4 (não flat-floor) e do Hawker 400XP (1,47m largura), o Phenom 300 tem flat-floor genuíno e largura de 1,55m. Para passageiros, o ganho de espaço lateral nos seats é perceptível.
Fabricado em São José dos Campos, o Phenom 300 tem suporte fábrica regional pela Embraer Executive Jets — turnaround de peças, intercâmbio de componentes e MRO especializado disponíveis no Brasil. Diferencial vs. Citation/Hawker importados.
Altura interna de cerca de 1.50m — confortável para light jet, mas passageiros acima de 1.85m sentem o teto. Não é cabine 'em pé' como Praetor 500 ou PC-24.
O Phenom 300 original (2009-2018) não tem autothrottle integrado — feature só apareceu no Phenom 300E (2018+). Em operações single-pilot ou com cargas de trabalho altas (clima, ATC complexo), a ausência é notada.
O Phenom 300 não tem APU. Em solo, ar condicionado e partida dependem de GPU/ASU — limitação em FBOs sem infraestrutura adequada. No Brasil, isso afeta operações em pistas regionais menores.
No Brasil, Phenom 300 é carro-chefe das frações Avantto, presente também no charter Líder Aviação. RAB-ANAC reporta mais de 60 Phenom 300 ativos no país em 2024 — maior frota de fração light do hemisfério sul. Embraer fabrica 100% das unidades em São José dos Campos com completion local também.
Alcance NBAA de 1.971 NM coloca o 300 acima de midsizes mais antigos como Hawker 800XP e Citation VII — categoriza-se na sub-classe 'super-light'.
Phenom 300E (2017) e 300E avançado (2020) trouxeram cabine 'Bossa Nova', motores PW535E1 com mais empuxo e Mach máximo de 0.80, mantendo a célula original.
A NetJets opera mais de 70 Phenom 300/300E em sua frota fractional dos EUA — uma das maiores frotas Phenom 300 do mundo. Esse volume sustentou o sucesso comercial do programa e validou o tipo internacionalmente.
Toda a produção do Phenom 300 acontece na linha de montagem da Embraer em São José dos Campos (SP), no estado de São Paulo. A Embraer também tem linha de finalização em Melbourne (Florida) para o mercado norte-americano, mas a estrutura primária é fabricada no Brasil.
O Brasil é um dos principais mercados do Phenom 300 fora dos EUA, com estimativa de 60+ aeronaves ativas. Operadores incluem fractional Flexjet (que tem programa específico), charter premium (CTA, Líder), holdings empresariais e empresários do agronegócio.