JETNET, AMSTAT ou Jet Tracker: qual base de dados cobre de verdade a aviação brasileira?
As plataformas globais são referência no mercado americano. A pergunta certa é outra: quem processa o Brasil?

Quem trabalha com aviação executiva esbarra cedo nos dois nomes: JETNET e AMSTAT, as bases de dados que o mercado norte-americano usa há décadas pra saber quem opera o quê, o que está à venda e por quanto. A pergunta que chega depois, de broker, oficina, seguradora ou financiador, é sempre a mesma: e pra frota brasileira, qual serve?
JETNET e AMSTAT são as referências globais de dados de frota, com profundidade reconhecida no mercado dos Estados Unidos. O material público das duas descreve exatamente essa força; o que ele não descreve é oferta pras camadas que definem o Brasil: quadro societário da Receita por trás do operador, classificação RBAC 135 do táxi aéreo e leitura contínua do RAB. É esse o espaço que o Jet Tracker ocupa: a plataforma brasileira que reúne num só lugar registro, dono real, voo, mercado e custo, em português e com preço público.
O que as plataformas globais fazem muito bem
Nada aqui é demérito das duas. JETNET e AMSTAT construíram, ao longo de décadas, o padrão mundial de inteligência de frota: histórico de transações do mercado americano, especificações detalhadas, árvore de representantes e brokers, pesquisa de mercado. Quem negocia aeronave nos Estados Unidos ou faz procura global de um modelo específico tem nas duas um instrumento consolidado, vendido em assinatura corporativa com preço sob consulta.
A força de uma base de dados não está no logotipo: está em qual registro ela lê todo dia, em que idioma e com que profundidade local.
A comparação honesta, critério a critério
| Critério | JETNET / AMSTAT | RAB na mão (grátis) | Jet Tracker |
|---|---|---|---|
| Foco geográfico | Estados Unidos e mercado global | Brasil (fonte oficial ANAC) | Brasil em profundidade, com registro FAA de apoio |
| Dono real por trás do CNPJ | Sem oferta documentada pro societário brasileiro | Não mostra (exige cruzar Receita à parte) | Cruzado com CNPJ e quadro societário |
| Táxi aéreo (RBAC 135) | RBAC 135 não aparece na oferta documentada | Exige conferir certificado operadora a operadora | Classificado cauda a cauda |
| Acompanhamento do registro | Oferta pública centrada no mercado norte-americano | Consulta manual, uma matrícula por vez | Importação contínua do RAB, com histórico |
| Voo, mercado e custo juntos | Fortes em specs e transações nos EUA | Não cobre | Cruzados no mesmo lugar, por matrícula e por modelo |
| Idioma e preço | Inglês, assinatura sob consulta | Português, grátis | Português, preço público na página de planos |
O resumo em uma frase: as globais respondem "que aeronave é essa e qual o histórico dela no mercado mundial"; o RAB responde "o que a ANAC registrou"; o Jet Tracker responde "quem realmente opera, quanto voa, quanto vale e quanto custa, no Brasil, hoje".
As quatro camadas que o Brasil exige
- RAB lido continuamente. O registro brasileiro muda toda semana: matrículas entram, saem, trocam de operador, viram reserva de marca. Sem leitura contínua, o retrato envelhece em dias.
- Societário da Receita. No Brasil, a aeronave raramente está no CNPJ de quem decide. A resposta útil exige subir a cadeia: operador, empresa, sócios, grupo.
- RBAC 135, não CNAE. Táxi aéreo se define pelo certificado operacional da ANAC. Base que não classifica RBAC 135 não sabe dizer quem pode voar comercialmente.
- Português e contexto local. Custo em reais e dólares, combustível ANP, câmbio, tributos de importação. O mercado brasileiro fala e calcula em outra moeda.
Como escolher, pelo seu caso
- Broker com operação cross-border: plataforma global pro histórico internacional do modelo, Jet Tracker pra saber quem é quem na frota brasileira e onde está o próximo mandato.
- Oficina, operadora, seguradora ou financiador no Brasil: o dado que fecha negócio aqui é local (dono real, RBAC 135, base declarada, giro do registro), e é exatamente a camada ausente da oferta documentada das globais.
- Curiosidade pontual sobre uma matrícula: comece pelo RAB gratuito. Quando a pergunta virar "e a frota inteira?", a consulta manual para de escalar.
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Perguntas frequentes
Existe um "JETNET brasileiro"?
A expressão resume bem a lacuna: uma base com a profundidade que o JETNET tem no mercado americano, construída pras fontes brasileiras (RAB da ANAC, quadro societário da Receita, RBAC 135, mercado e custo locais, em português). É o espaço que o Jet Tracker ocupa, e a comparação critério a critério está nesta página.
O JETNET e o AMSTAT cobrem o Brasil?
A profundidade documentada das duas está no mercado norte-americano. A matrícula brasileira aparece nas bases globais, mas quadro societário da Receita, classificação RBAC 135 e leitura contínua do RAB não fazem parte da oferta pública delas.
Existe alternativa brasileira ao JETNET?
O Jet Tracker é a plataforma brasileira que cruza o RAB da ANAC, o quadro societário dos operadores, atividade de voo, anúncios de mercado e custo operacional, em português e com preço publicado na página de planos.
Quanto custam JETNET e AMSTAT?
As duas vendem assinaturas corporativas com preço sob consulta, negociado contrato a contrato. Não publicam tabela. O Jet Tracker publica o preço aberto na página de planos.
Dá pra resolver só com o RAB gratuito?
Pra conferir uma matrícula pontual, sim, e o RAB é a fonte oficial. O limite aparece na escala: a consulta é uma a uma, não mostra o dono real por trás do CNPJ, não tem histórico nem visão de conjunto, e não cruza registro com voo, mercado e custo.