Mudanças principais
Variantes detalhadas pendentes.
King Air 350 / 350ER original (1990-2008) — versão alongada do King Air 200 com fuselagem 86cm maior (até 11 pax), motores PT6A-60A, certificação FAR 25. Substituído pelo 350i (2009+) com Pro Line 21.
Variantes detalhadas pendentes.
O King Air 350 (originalmente denominado Super King Air 350) foi certificado pela Beech Aircraft em outubro de 1990 como evolução natural do B200 com fuselagem alongada em 86 cm, winglets de fábrica, motores PT6A-60A mais potentes (1.050 SHP vs. 850 SHP do B200) e MTOW elevado para 6.804kg. Permaneceu em produção por 18 anos até ser substituído pelo 350i em 2008, quando a Hawker Beechcraft refinou interior e displays.
Em outubro de 2008, no NBAA, a Hawker Beechcraft anunciou o King Air 350i ('i' de 'interior') como sucessor do 350 original — com novos assentos executivos, isolamento acústico melhorado (-20dB), tela de informações de cabine para pax e Pro Line 21 padrão. Performance permaneceu igual (mesmo PT6A-60A e mesmas dimensões), mas a experiência interna evoluiu significativamente.
Frota BR é uma das maiores do mundo.
O King Air 350 (Beechcraft B300, 1990-2009) é o turboélice executivo mais popular no Brasil — frota RAB-ANAC estimada 60-90 unidades operacionais. Concentração ampla: SP, MG, GO, MT (agronegócio top-tier), DF (governo + frota presidencial), e Norte/Centro-Oeste (operação interior). Cabine pressurizada 9 pax, alcance 1.800 nm.
Motores PT6A-60A (twin), aviônica Pro Line 21 ou Collins ProLine Fusion (350i variant). Operadores típicos: agronegócio top-tier (Amaggi, JBS perfil), governo estadual/federal (FAB tem variantes C-90/U-21), charter premium regional, e holdings industriais com missões interior.
Suporte BR é forte: Líder Aviação tem MRO Heavy King Air em Belo Horizonte, peças Beechcraft via Líder Aviação e dealers regionais. Mercado pre-owned 1990-2000: US$ 1.5-3M; 2001-2010: US$ 3-5M. Type rating BE-300 — base instalada sólida no país.
A fuselagem alongada do 350 acomoda double club seating para 8-9 pax executivos (até 11 em high-density), galley anterior e o único lavatório aft enclosed com porta sólida da família King Air — um diferencial raro em turboélices. Para missões corporativas com transporte de executivos por mais de 3 horas, é o King Air com melhor experiência de cabine.
Lançada em 2008, a versão King Air 350ER (Extended Range) adiciona tanques de combustível nos pylons internos do trem de pouso, elevando a autonomia para 2.692nm — atingindo 8+ horas de voo. Tornou-se plataforma preferida para missões ISR (MC-12W Liberty da USAF, Project Liberty), special mission e cargo line-haul, transcendendo o uso executivo original.
Operando a aproximadamente USD 1.700/hora vs. USD 2.500-3.000/hora de um Citation Excel ou Hawker 800XP, o 350 entrega cabine equivalente em pax e bagagem com 30-40% menos custo direto. Para missões abaixo de 600-800nm onde a vantagem de velocidade do jato não compensa, a equação econômica é claramente favorável ao 350.
Fontes: NTSB, CENIPA, Aviation Safety Network
BE30Specs detalhadas pendentes
Variantes detalhadas pendentes.
Diferentemente do C90/B200/250 que compartilham o type rating BE-A90, o 350 exige o type rating distinto BE-300. Operadores com frota mista King Air precisam de pilotos com dois type ratings, o que aumenta custo de treinamento e dificulta flexibilidade de escala. O pool de pilotos BE-300 também é menor, especialmente no Brasil.
A US Air Force operou mais de 40 unidades do MC-12W Liberty — variante ISR (intelligence, surveillance, reconnaissance) baseada no King Air 350ER — em missões de inteligência tática no Iraque e Afeganistão entre 2009 e 2017. Equipados com sensores SIGINT, EO/IR e datalinks Rover, foram considerados decisivos em operações de captura de alvos de alto valor. Demonstra como a plataforma 350 transcendeu o nicho executivo original.
COLISÃO EM VOO COM OBSTÁCULO