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LV-JQW: o que se sabe do Gulfstream argentino parado em Iguaçu

O jato argentino virou notícia em 27/10/2026. A imprensa confirma o avião, a empresa e o voo até a fronteira. Quem estava a bordo, até agora, não está confirmado.

Equipe Jet TrackerPublicado em 27/10/2026
Gulfstream G400 de matrícula americana N721BS na pista, fuselagem dourada; não é o LV-JQW, é o mesmo modelo
Na foto: Gulfstream G400 (N721BS, não o LV-JQW) · ver o modelo no catálogo · Foto: Alan Wilson via Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Na noite de 26 de outubro de 2026, um jato executivo de matrícula argentina, o LV-JQW, decolou de Buenos Aires rumo à fronteira com o Brasil, na região das Cataratas do Iguaçu. Na manhã seguinte, a matrícula estava em todo lugar: a imprensa passou a tratar o voo como possível rota de saída do senador Flávio Bolsonaro, que está com o passaporte apreendido e proibido pela Justiça de deixar o país.

O que está confirmado é o avião, a empresa e o trajeto até a fronteira. O que não está confirmado, até a publicação deste texto, é quem estava a bordo. As reportagens consultadas dizem isso de forma explícita, e autoridades argentinas afirmaram que nenhum plano de voo incluía a família Bolsonaro.

O avião: um Gulfstream G400 de 2004

O LV-JQW é um Gulfstream G400, jato de grande porte da família Gulfstream IV (código ICAO GLF4), fabricado em 2004, segundo o ND Mais. A Revista Fórum informa que ele está registrado na Argentina desde setembro de 2020 em nome da Baires Fly, empresa argentina de aviação executiva fundada em 1996. A mesma reportagem diz que o avião já foi usado por dirigentes do futebol argentino em viagens internacionais.

LV-JQW: o que a imprensa publicou em 27/10/2026
ItemDadoFonte
ModeloGulfstream G400 (família G-IV, ICAO GLF4)ND Mais, Revista Fórum
Ano de fabricação2004ND Mais
País do registroArgentina (marca LV)Matrícula
Registrado em nome deBaires Fly, desde setembro de 2020Revista Fórum
SaídaAeroparque Jorge Newbery (Buenos Aires), 22h14 de 26/10Misiones Online, via ND Mais
ChegadaRegião de Iguaçu, 23h45 de 26/10Misiones Online, via ND Mais
Sobre o pouso, as reportagens divergem: o ND Mais fala em Foz do Iguaçu, do lado brasileiro; a Revista Fórum fala em Puerto Iguazú, do lado argentino. Por isso escrevemos "região de Iguaçu".

O que aconteceu e o que não está confirmado

Segundo a Revista Fórum, o operador pediu os trâmites de aduana e migração para quatro passageiros e três tripulantes, com partida prevista para a madrugada de terça-feira e possível destino nos Estados Unidos. O ND Mais, citando o Misiones Online, diz que a decolagem para Miami não foi autorizada e que o voo foi cancelado.

A lista de quem embarcou não foi divulgada. O ND Mais registra que não há confirmação de que o senador estivesse entre os passageiros, e a Carta Capital também diz que a identidade de quem embarcou não foi confirmada. A Migração argentina, a Gendarmería e a Polícia de Segurança Aeroportuária disseram ao La Nación que não havia registro de entrada do senador na Argentina. O coordenador da campanha dele negou que ele tenha saído do Brasil.

Em resumo: há um avião, uma empresa e um voo até a fronteira, todos documentados. A ligação desse voo com uma tentativa de fuga, até agora, é suspeita noticiada, não fato confirmado.

Por que o LV-JQW não tem ficha no Jet Tracker

Muita gente procurou o LV-JQW no Jet Tracker e não achou. O motivo está nas duas primeiras letras. A marca de nacionalidade LV é da Argentina (LQ é usada para aeronaves públicas de lá), e o Jet Tracker não indexa o registro argentino.

Hoje o site cruza 13 registros nacionais: Brasil (RAB da ANAC), Estados Unidos (FAA), Canadá, Austrália, Nova Zelândia, México, Áustria, Suíça, Guernsey, Irlanda, Ilha de Man, Cayman e Luxemburgo. Cada um entra porque o país publica a base de aeronaves em formato que dá para importar. Na Argentina, o Registro Nacional de Aeronaves é regido pelo Decreto 639/2024 e funciona por trâmite, e não encontramos uma publicação aberta da base completa. Sem essa base, não temos de onde tirar dono, situação ou histórico de uma matrícula LV com a mesma régua que usamos para as brasileiras.

O que mudamos: até ontem, quem abria /aeronaves/LV-JQW recebia "matrícula não encontrada no RAB", como se fosse uma cauda brasileira cancelada. Agora a página diz de que país é a marca, quais registros o Jet Tracker cobre e aponta para este texto. O mesmo vale para outras marcas sul-americanas fora da cobertura, como CC (Chile), CX (Uruguai) e ZP (Paraguai).

A Baires Fly, por ser empresa argentina, também não aparece no site: os perfis de operador do Jet Tracker partem do CNPJ na Receita Federal e do RAB, que só cobrem empresas e aeronaves brasileiras.

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Perguntas frequentes

De quem é o avião LV-JQW?

Segundo a Revista Fórum, o LV-JQW está registrado na Argentina desde setembro de 2020 em nome da Baires Fly, empresa argentina de aviação executiva fundada em 1996. O Jet Tracker não tem o registro argentino, então este dado vem da imprensa, não de consulta nossa ao registro.

Que avião é o LV-JQW?

Um Gulfstream G400, jato executivo de grande porte da família Gulfstream IV (código ICAO GLF4), fabricado em 2004, segundo o ND Mais.

Está confirmado quem estava a bordo?

Não. Até a publicação deste texto (27/10/2026), as reportagens consultadas dizem que não há confirmação de quem embarcou. Autoridades argentinas disseram ao La Nación que nenhum plano de voo incluía a família Bolsonaro.

Por que o LV-JQW não aparece no Jet Tracker?

LV é a marca de nacionalidade da Argentina. O Jet Tracker indexa 13 registros nacionais (Brasil, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, México, Áustria, Suíça, Guernsey, Irlanda, Ilha de Man, Cayman e Luxemburgo). A Argentina não está entre eles: não encontramos publicação aberta do Registro Nacional de Aeronaves argentino que permita importar a base.

Fontes

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